EUA libera 2ª fase de testes de vacina contra covid-19

EUA libera 2ª fase de testes de vacina contra covid-19

As autoridades sanitárias dos Estados Unidos autorizaram o início da segunda fase de testes da vacina mRNA-1273 contra o novo coronavírus (Sars-CoV-2).

Produzida pela empresa Moderna, em parceria com o Instituto Nacional de Saúde (NIH), os experimentos agora serão conduzidos em cerca de 600 voluntários – incluindo pessoas com mais de 55 anos. Os testes foram autorizados pela Administração de Alimentos e Drogas (FDA) e devem ser iniciados imediatamente.

Na primeira fase, os pesquisadores concluíram que a vacina apresenta “segurança para a saúde humana” e que não tem efeitos colaterais graves . Foram testados, durante cerca de seis semanas, 45 voluntários adultos saudáveis entre 18 e 55 anos.

Segundo a empresa, caso os experimentos novamente tenham êxito, a produção poderá ser iniciada já em julho e com a meta de fazer cerca de um bilhão de doses por ano. A disponibilização para a sociedade deverá ocorrer em 2021.

Por sua vez, o NIH informou que o princípio ativo deve estimular as células do organismo a criar uma proteína viral que desencadeará uma resposta imunitária para bloquear o vírus.

Imagem: Vacina (Foto: Francesco Carta fotografo via Getty Images)

FONTE: Site Época Negócios, 08/05/20.

Coronavírus Sem Fake: Multas a motoristas, água tônica e alimentos alcalinos

Coronavírus Sem Fake: Multas a motoristas, água tônica e alimentos alcalinos

Equipe técnica da Secretaria da Saúde esclarece informações falsas divulgadas nas redes sociais ou por aplicativos de mensagem

O Governo de São Paulo, por meio das Secretarias de Estado da Saúde e da Comunicação, tem atuado também no combate à desinformação sobre o novo coronavírus. A fim de orientar a população sobre quais ações adotar no dia a dia, Governo tem usado seus canais oficiais de comunicação para divulgar informações corretas e para desmentir notícias falsas a respeito do novo coronavírus e da COVID-19, nome da doença causada por ele.

1. É falso que Detran e Polícia Militar vão multar motorista que dirigir sem máscara

Circulou em diversos estados uma mensagem com um alerta enganoso sobre multas a motoristas dirigindo sem máscara de proteção facial. Os órgãos oficiais responsáveis pela fiscalização das regras de trânsito desmentiram o conteúdo dessa mensagem.

Em nota oficial e em suas redes sociais, o Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) desmentiu o conteúdo e afirmou que não existe previsão legal para multa ou perda de pontos nessas circunstâncias. A nota ressalta ainda que não há regulamentação do Denatran nem deliberação do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) a esse respeito.

Em diversos cidades e estados, a exemplo de São Paulo, há determinação para uso de máscaras caseiras em espaços públicos (como mercados e farmácias) e dentro de transporte coletivo (o que inclui táxis e motoristas de aplicativo). Mas as regras ou recomendações referem-se ao uso das peças na rua e ambientes coletivos, não dentro de veículos particulares.

No caso específico dessa mensagem, chamam a atenção os erros grosseiros de português e a falta de citação de uma fonte oficial sobre aquele conteúdo. Erros e omissões desse tipo servem de alerta para desconfiar da veracidade da mensagem.

2. É falso que ingerir alimentos alcalinos evita a COVID-19

Mensagem compartilhada em aplicativos de conversa sugere uma relação de alimentos que ajudaria a combater o vírus no organismo humano. Além de errar os valores do pH atribuídos aos alimentos, a mensagem traz informações equivocadas e sem qualquer embasamento médico ou científico.

O pH, ou potencial hidrogeniônico, indica, numa escala de zero a 14, o grau de acidez, neutralidade ou alcalinidade nas substâncias. Quanto mais próxima de zero, mais ácido; quanto mais perto de 14, mais alcalina; e próximo de 7 indica neutralidade. O pH de um alimento não é capaz de mudar as condições necessárias para o vírus se propagar dentro do organismo humano.

Ter uma alimentação saudável é importante em qualquer circunstância. Mas não existe, até o momento, remédio, vacina ou alimento específico que tenha eficácia comprovada para prevenir ou combater a infecção pelo novo coronavírus. A recomendação continua sendo higienizar as mãos com frequência, evitar aglomerações e uso de máscara facial quando sair de casa.

3. É falso que água tônica sirva para tratar a COVID-19

Circulou em redes sociais e por celular um vídeo em que uma mulher diz que ingerir água tônica ajuda a tratar a doença provocada pelo novo coronavírus. O vídeo, no entanto, faz associação equivocada com substância presente na bebida e em um dos remédios usado, em alguns casos, no tratamento da doença.

A mensagem confunde a nomenclatura de substâncias, mas os compostos são diferentes, sem qualquer relação entre si. Até uma fabricante desse tipo de bebida criou uma página especial em seu site para esclarecer a informação e deixar claro que água tônica não contém em sua composição a substância usada no medicamento.

Vale lembrar que ainda não há substâncias nem remédios específicos com eficácia comprovada para tratar a COVID-19, até este momento.

FONTE: Site Governo Estado de SP, 07/05/20.

Coronavírus: as lições dos países que estão saindo do isolamento

Coronavírus: as lições dos países que estão saindo do isolamento

Com o objetivo de reabrir a economia o mais rápido possível para mitigar danos, muitos países começaram a relaxar as rigorosas medidas adotadas para impedir a propagação do coronavírus.

Mas todos permanecem atentos a qualquer sinal de uma segunda onda de infecções.

Sendo assim, quais lições os países que ainda não flexibilizaram o confinamento podem aprender com aqueles que já retomaram suas atividades?

Um dos exemplos mais notáveis vem da Nova Zelândia que, na semana passada, iniciou sua reabertura.

O país adotou o que chamou de estratégia de “eliminação” da curva de contágio: introduziu medidas fortes no início da emergência para impedir a propagação do vírus.

A estratégia deu certo e nesta semana algumas atividades econômicas recomeçaram, com algumas condições.

O principal deles é a ideia da “bolha”.

Cada pessoa pode se relacionar com um pequeno grupo de amigos ou familiares próximos, mantendo-se uma distância de dois metros de outras pessoas.

Cautela com uma ‘segunda onda’

Nesta fase, a União Europeia aconselhou os 27 países-membros a agir lentamente no retorno à vida normal e a basear suas medidas em pareceres científicos.

A Alemanha já reabriu suas lojas na semana passada, apesar de o grande número de infecções.

A medida coloca o país no centro das atenções internacionais enquanto espera para saber se essa estratégia vai causar um ressurgimento de casos.

E as autoridades permanecem vigilantes diante dos efeitos e prontas para reagir rapidamente a eles.

“No momento, as medidas estão sendo levantadas levemente. Manter distância e higiene das mãos são mais importantes do que nunca. Devemos continuar monitorando a situação de perto” , diz Marieke Degen, do Instituto Robert Koch de Virologia, responsável pela estratégia alemã contra a covid-19, à BBC News Mundo, o serviço de notícias em espanhol da BBC.

Além disso, o governo anunciou que o uso de máscaras seria obrigatório desde a última segunda-feira no transporte público e nos supermercados.

Vantagens das máscaras

Embora a OMS recomende o uso de máscaras apenas para quem está tossindo ou espirrando, ou para aqueles saudáveis, mas que estão cuidando de alguém com suspeita de infecção, Degen diz acreditar que usá-las “pode ajudar a retardar a disseminação”.

E embora reconheça que ainda não há uma base científica sólida para isso, ela diz que “parece plausível” acreditar que as máscaras oferecem proteção.

Assim, o Instituto Robert Koch recomenda usá-las “em ambientes onde você nem sempre pode manter distância ou onde há muitas pessoas”, como é o caso dos transportes públicos, por exemplo.

Para a Alemanha, o teste final acontecerá em 4 de maio com a reabertura das escolas, embora grandes eventos sejam proibidos até 20 de agosto.

Poucos alunos. E separados

A recomendação da Academia Alemã de Ciências, instituição que reúne alguns dos cientistas mais renomados do país, é que o retorno às aulas seja feito em grupos de 15 alunos no máximo.

A Alemanha pôde, enfim, começar a relaxar as medidas de quarentena graças à rápida detecção de casos.

O país tem capacidade para fazer 160 mil testes por semana para detectar o coronavírus.

É um dos países que mais testaram sua população.

Isso permitiu que as autoridades isolassem os infectados e diminuíssem a propagação do coronavírus. E também usar respiradores antes que a condição de uma pessoa infectada se deteriore completamente.

Sua grande capacidade hospitalar e o rigoroso cumprimento do distanciamento social também ajudaram o país a retornar à “normalidade”.

Aulas com distância

Outra história de sucesso é a Dinamarca, que em meados de abril já começou a reverter o fechamento de cidades e as atividades diárias.

E os benefícios de agir tão cedo fizeram com que, após um mês de quarentena, crianças com menos de 11 anos voltassem às escolas e creches desde 15 de abril.

Claro, sentado em mesas que estão a dois metros de distância.

Mas como a Dinamarca pôde voltar ao normal tão cedo?

“Comparado a outros países europeus, a Dinamarca foi uma das primeiras a agir”, diz Adrienne Murray, correspondente da BBC em Copenhague.

Uma série de restrições foi anunciada em 11 de março, 12 dias antes, por exemplo, de medidas serem tomadas no Reino Unido.

Na ocasião, as aglomerações eram limitadas a 10 pessoas, as fronteiras foram fechadas e os trabalhadores ficaram em casa.

Investimento no sistema de saúde

Ficar em casa não foi obrigatório e, embora bares, academias e salões de beleza estejam fechados, muitas lojas permanecem abertas.

Os dados sugerem que os anos de investimento da Dinamarca em seu sistema de saúde estão valendo a pena.

“Ainda temos muita capacidade, tanto em relação a leitos normais, leitos de terapia intensiva e respiradores”, diz Hans Joern Kolmos, professor de microbiologia clínica da Universidade do Sul da Dinamarca.

A Noruega e a Áustria também estão entre os primeiros países da Europa a reduzir lentamente as restrições.

Primeiros passos

Na Áustria, um país de cerca de 9 milhões de habitantes, pequenas lojas, oficinas de reparos, lojas de bicicletas e parques reabriram em 14 de abril.

Sua proximidade com a Itália e a tragédia no país vizinho levaram as autoridades locais a adotar medidas rigorosas em meados de março, antecipando possíveis infecções.

O restante das lojas, restaurantes e hotéis está programado para abrir em maio.

As restrições a casamentos e funerais permanecem em vigor, bem como multas a quem violar as regras de distanciamento social.

Os cidadãos são obrigados a usar máscaras nos supermercados, táxis e transporte público.

Noruega e Bulgária

As crianças voltaram aos jardins de infância noruegueses em 20 de abril e às escolas secundárias uma semana depois.

Na Bulgária, as feiras voltaram a funcionar.

Na República Tcheca, as lojas que vendem materiais de construção e bicicletas também reabriram e as regras foram relaxadas para as áreas de recreação ao ar livre.

A Espanha, que, juntamente com a Itália, foi o país mais afetado pela covid-19 na Europa, permitiu que trabalhadores não essenciais voltassem às funções desde 14 de abril e distribuiu máscaras protetoras nas estações de trem e metrô.

As crianças podem sair de casa acompanhas de um adulto desde o domingo passado.

No entanto, muitos líderes deixaram claro que, apesar de tudo, a rotina permanecerá restrita por um tempo e as medidas de distância social, rigorosas.

FONTE: Site BBC Notícias, 06/05/20.

Anticorpo que neutraliza o novo coronavírus é identificado por cientistas em testes de laboratório

Anticorpo que neutraliza o novo coronavírus é identificado por cientistas em testes de laboratório

Anticorpos fazem parte do sistema de defesa do corpo humano contra infecções. Pesquisadores estrangeiros conseguiram neutralizar o vírus em células in vitro.

Cientistas da Universidade de Utrecht, do Erasmus Medical Center e do Harbor BioMed publicaram nesta segunda-feira (4) a descoberta de um anticorpo capaz de neutralizar o Sars CoV-2, coronavírus responsável pela Covid-19.

Os anticorpos são proteínas produzidas pelo próprio corpo humano capazes de reconhecer e neutralizar micro-organismos, como vírus e bactérias. Eles são produzidos pelos linfócitos B, células do sistema imunológico. São eles que lutam contra invasores como o novo coronavírus.

A equipe de pesquisadores estrangeiros já estudava anticorpos direcionados ao Sars CoV, vírus da mesma família que causou uma epidemia na China em 2002. E, assim, o grupo pensou em testar o painel de opções descoberto também para o novo coronavírus, o Sars CoV-2, responsável pela atual pandemia em 2020.

“É um trabalho muito preliminar. Mas é o primeiro publicado, eu sei que tem outros que estão até mais adiantados. Eles [pesquisadores] já trabalhavam com anticorpos, e tinham esse que era metade humano e metade rato. Eles imunizaram os ratos, e tinham esse painel de anticorpos. Adaptaram em uma versão para os humanos”, disse a pesquisadora Ana Maria Moro, do Instituto Butantan, que também pesquisa a produção de anticorpos monoclonais neutralizantes no Brasil.

De acordo com Berend-Jan Bosch, líder da pesquisa na Universidade de Utrecht, o novo anticorpo foi capaz de neutralizar o Sars Cov-2 em células in vitro. O artigo foi publicado pela revista “Nature Communications”. O co-autor Frank Grosveld, do Erasmus Medical Center e diretor-científico da Harbor BioMed, disse o anticorpo é “totalmente humano”:

“O anticorpo usado neste trabalho é ‘totalmente humano’, permite que continue mais rapidamente o desenvolvimento e reduz potenciais efeitos colaterais relacionados ao sistema imunológico”, disse Grosveld.

A detecção de anticorpos é um dos mecanismos científicos mais importantes para criação de tratamentos e vacinas contra micro-organismos. Para Ana Maria Moro, um ponto importante do estudo é que o anticorpo detectado não impede a entrada do vírus na célula.

“Fizeram um anticorpo humano, mas eles não sabem ainda como neutraliza exatamente. Isso eu achei um ponto de interrogação. E só fizeram ensaio em células de laboratório”, disse Ana Maria.

A cientista do Instituto Butantan, em São Paulo, tem um projeto financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) que também desenvolve em laboratório anticporpos para um novo tratamento de pacientes com a Covid-19.

Segundo ela, esta é a primeira publicação de uma universidade sobre um anticorpo contra o Sars-CoV-2. Como tem acesso a informações mais restritas, disse que uma empresa da Coreia do Sul também conseguiu o feito em laboratório, mas sem publicação em revista científica.

“Eles identificaram uma sequência. Não quer dizer que eles tenham um produto pronto para usar. Precisa fazer estudo em macacos, precisa fazer as linhagens”, disse Ana Maria.

Imagem: SARS-CoV-2, o novo coronavírus, responsável por causar a Covid-19. — Foto: Scientific Animations/Wikimedia Commons/Divulgação

FONTE: Portal G1 Notícias, 05/05/20.

Univesp é parceira da Unesco no combate à doença COVID-19

Univesp é parceira da Unesco no combate à doença COVID-19

Organização trabalha com vários países para somar ideias que diminuam impacto no aprendizado causado pela enfermidade

Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp) é uma das instituições parceiras da Unesco Institute for Information Technologies (UNESCO IITE) em iniciativas voltadas ao combate do novo coronavírus, causador da doença COVID-19. Para conter a disseminação da enfermidade, a organização está trabalhando em conjunto com representantes de instituições de ensino de diversos países, de modo a compartilhar estratégias voltadas a minimizar os efeitos da interrupção do aprendizado presencial em todo o mundo.

De acordo com o diretor da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) IITE, Tao Zhan, os parceiros globais de diversos países se reúnem para definir ações imediatas. “Essa iniciativa visa a fornecer uma plataforma de comunicação para funcionários do governo, professores, alunos de escolas e universidades, bem como especialistas em educação e tecnologia, para somar experiências em resposta a essa nova emergência, além de fornecer recomendações e suporte técnico”, ressalta.

Métodos

Segundo o presidente da Univesp, professor Rodolfo Azevedo, o momento é fundamental para compartilhar informações e métodos adotados pelas instituições de ensino. “Mostrar a estrutura da universidade, que é exclusivamente a distância, pode contribuir para a aplicação de videoaulas que serão produzidas por outras redes”, afirma.

“Aqui, no Estado de São Paulo, já firmamos um termo de cooperação com a Secretaria Estadual da Educação para exibir parcialmente em nossa grade da Univesp TV, conteúdos educativos, voltados a de 3,5 milhões de estudantes da rede pública, que estão em isolamento social. Junto com a Unesco e os demais parceiros, pretendemos contribuir com novas medidas assertivas”, diz.

Mais informações podem ser obtidas pelo seguinte endereço eletrônico: https://iite.unesco.org/combating-covid-19-together-we-are-on-the-move/.

FONTE: Site Governo Estado de SP, 04/05/20.